Vereador Chico 2000 é alvo de operação por suspeita de fraudar emendas parlamentares em Cuiabá
Vereador Chico 2000 é investigado pela Polícia Civil por suspeita de desvio de recursos públicos Thiago Cesar/Secom-Câmara de Cuiabá O vereador Chico 2000...
Vereador Chico 2000 é investigado pela Polícia Civil por suspeita de desvio de recursos públicos Thiago Cesar/Secom-Câmara de Cuiabá O vereador Chico 2000 é o principal alvo da Operação Gorjeta, cumprida pela Polícia Civil para investigar um suposto esquema de desvio de recursos públicos que teria atingido a Câmara Municipal de Cuiabá e a Secretaria Municipal de Esportes, com cumprimento de mandados, afastamento de funções públicas e bloqueio de bens, nesta terça-feira (27). A TV Centro América entrou em contato com a defesa do vereador, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Ao todo, a Justiça autorizou o cumprimento de 75 ordens judiciais, incluindo 12 mandados de busca e apreensão e 12 ordens de acesso a dados armazenados em celulares e outros dispositivos eletrônicos. As medidas foram expedidas pelo Núcleo de Justiça do Juiz das Garantias de Cuiabá. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias de MT em tempo real e de graça As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), apuram crimes de peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Segundo a Polícia Civil, o esquema envolvia o vereador, servidores públicos, um instituto sem fins lucrativos, empresas privadas e um empresário. De acordo com as investigações, o grupo teria se organizado para direcionar emendas parlamentares a um instituto e a uma empresa específica. Parte dos valores repassados retornaria ao Chico 2000, que era responsável pela indicação das emendas, caracterizando o suposto desvio de recursos públicos. Como parte da operação, a Justiça determinou o afastamento do vereador Chico 2000 do mandato parlamentar e a suspensão do exercício da função pública de dois servidores da Câmara Municipal de Cuiabá. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Também foram impostas medidas cautelares contra seis investigados, como a proibição de contato entre eles e com testemunhas, a restrição de acesso a prédios da Câmara e da Secretaria Municipal de Esportes, além da proibição de deixar a comarca e da entrega de passaportes. A decisão judicial ainda determinou o bloqueio de R$ 676 mil em contas bancárias de nove pessoas físicas e jurídicas, além do sequestro de veículos, uma embarcação, um reboque e imóveis. As atividades do instituto investigado foram suspensas, e a Controladoria-Geral do Município deverá realizar auditorias em todos os termos de parceria firmados com a Prefeitura. Além disso, os poderes Executivo e Legislativo de Cuiabá estão proibidos de contratar ou nomear qualquer um dos investigados. O município também fica impedido de realizar pagamentos ou firmar novos contratos com as duas empresas alvo da investigação. A operação contou com a participação de mais de 40 policiais civis da Diretoria de Atividades Especiais (DAE).